Mostrando postagens com marcador Opinião conservacionista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião conservacionista. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

insetos sem asas



Insetos sem asas – esse é um dos novos investimentos em controle de doenças tropicais, como a dengue por exemplo. Aedes aegypti estão sendo manipulados genética e ecológicamente para produção de descendência “a”alada (termo cunhado “a“agora que significa sem asas).


Realmente pode significar um grande avanço para a ciência. Mas o Araponga acha que isso localmente só vai isolar os mosquitos nas áreas mais baixas, mais pobres e conseqüentemente mais doentes. Essa bravata científica ainda deve atuar regionalmente limitando a ocorrência destes vetores aos pobres coitados neotropicais. Enfim uma arma e tanto contra essa natureza cruel que nos cerca..

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ARAPONGA VERDE

Uma das propostas destes blog é ampliar o diálogo ecológico. Uma nova ferramenta de divulgação está lançada. Você confere agora o quadro Araponga verde - toda vez que você vir esta foto no blog inteligência ecológica saberá que o assunto é polêmico e tem muitas facetas a serem investigadas. Cuidado !

Sobriedade nas palavras de um europeu cético. Este poderia ser o resumo perfeito da entrevista que vocês podem acompanhar a seguir. Bjorn Lomborg é cientista político e mora na dinamarca. Autor do livro o ambientalista cético e considerado por alguns, uma das pessoas mais influentes deste século.
Porém vocês verão que é muito difícil desvincular um discurso pessoal de um momento histórico, portanto a matéria tem que ser lida com cautela. Ele tem razão quando afirma que nos preocupamos demais com o futuro do planeta, sendo que o presente já apresenta problemas demais, inclusive muito mais fáceis de se resolver. Porém da pouco peso para as ações pessoais de cada membro da sociedade, que muitas vezes fazem toda diferença, vide Revolução Francesa.

Para quem não assina a revista Veja ou não acompanha sua página pela internet vale ganhar alguns minutos de uma boa perspectiva européia antropocentrista do problema.


Logo abaixo vocês podem ainda acompanhar uma palestra com o mesmo autor, onde ele expõe toda sua perspectiva homosapienscentrica de como salvar o planeta para nós mesmos. A principal critica que faço ao vídeo é a falta de perspectiva global que ele passa. Como se o planeta fosse apenas um banco de transformar pessoas pobres em pessoas ricas e não um conglomerado de seres vivos simbióticos. Tirem suas próprias conclusões! O que vale é o conhecimento.




Por Renato Romero

sábado, 26 de dezembro de 2009

Então foi natal e o ano novo já vem!

Tentei escrever algo ecológicamente sincero para este natal, foi impossível! Não dá pra ser muito ecológico utilizando a miscelânea árvores de natal (que nada mais são do que árvores introduzidas), Papai Noel (um velhinho nórdico que nem da às caras em países como a Etiópia) e o espírito de compartilhar (estimulo exagerado de consumo inconsciente). Na boa eu tentei, me esforcei para tentar veicular uma imagem verde verdadeira nesta balburdia. O máximo que consegui foi bolar uma lista de pedidos para que tenhamos um próspero 2010.

Ai vão eles...

Que a COP 16 seja melhor que a COP 15, pois essa só trouxe esperanças frustradas, desacordos climáticos e metas de brincadeirinha.

Que todos os cientistas estejam errados e as mudanças climáticas parem de acontecer (esse pedido é bem a cara do papai noel).

Que o Minc deixe de ser um Mincaco da situação, realmente faça o papel de ministro do meio ambiente do maior patrimônio verde da humanidade e se torne com isso a personalidade histórica mais importante do futuro do planeta, ou que pelo menos ele se toque e deixe outra pessoa fazer esse papel.

Que os conceitos de Red List, Zoaneamento ambiental e Hotspots sejam lavados e sério.












E que cada um de nós queira e consiga reduzir os níveis diários de incoerência morais, éticas e ambientais.

Esse são os votos do Inteligência ecológica para todos os seus leitores. Feliz 2010!

sábado, 28 de novembro de 2009

Onda verde

No momento experimentamos uma verdadeira onda verde, restaurantes, habitações e até bancos aderiram ao movimento conservacionista mundial. Cada uma destas propostas “eco” deve ser bem estudada, aproveitada e divulgada de forma a encorajarmos este movimento. Não podemos deixar as oportunidades de aliar capitalismo à conservação da natureza passarem desapercebidas como se fossem modas de vestuário, que vem, vão e depois voltam com uma nova roupagem. Nossa atitude de consumo consciente tem que ser permanente, pois ela melhora nossa sobrevivência no planeta. Dentro desta proposta verde alguns bancos estão lançando editais em que parte da renda administrativa de seus fundos de investimentos são convertidos em créditos ambientais (em dinheiro) que são disponibilizados à organizações com uma pegada ambiental.

Segue o link do programa ecomudanças do banco Itaú versão 2009. Este programa se propõe a financiar atividades diretamente ligadas à eficiência energética, energias renováveis, captura de carbono e manejo de resíduos. O edital pode ser encontrado aqui e acaba de ser prorrogado até o dia 11 de dezembro (sexta feira).

Bons frutos a todos e não percam.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Um manifesto ao Verde

O movimento ambientalista tem ganhado força no mundo todo e cada vez mais se reconhece à importância das grandes áreas verdes. Em tempos de aquecimento global “Essas áreas” são cada vez mais disputadas pelas pessoas, lotando os parques municipais e represas públicas. Este movimento reflete-se ainda na economia, onde se observa uma grande valorização comercial destas áreas naturais, como por exemplo a floresta da Tijuca e o parque do Ibirapuera. A importância vai além do dia a dia, quando se analisam os destinos turísticos mais procurados, em geral áreas naturais livres da poluição e do transito são as favoritas. Milhões são movimentados todos os dias para se incrementar a nossa reaproximação com o verde.
Articulando todas essas perspectivas reuni um grupo de 5 de razões para o porque devemos plantar mais Árvores, e você acompanha agora pelo texto abaixo.

1- A primeira delas trata-se da fixação de gás carbônico – esse gás é um dos grandes vilões responsáveis pelo efeito estufa e conseqüente causador do aquecimento global. Ele sempre esteve presente na nossa atmosfera, mas seu volume tem aumentado significativamente com a queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e o óleo diesel. Graças ao processo de fotossíntese as plantas tem a habilidade de converter esse gás em matéria vegetal, o retirando de circulação.

2- A segunda razão remete a absorção da água das chuvas - A presença de áreas verdes e principalmente de árvores proporcionam uma maior retenção da água das chuvas, reduzindo a freqüência e intensidade de enchentes tão comuns em muitas áreas urbanizadas.

3- A razão número 3 fica por conta do resfriamento da terra. Mas não da Terra planeta, a terra firme, essa que nós pisamos todos os dias - Da mesma forma que nós as plantas também transpiram e liberam vapor d’água neste processo. Áreas verdes funcionam como os radiadores, resfriando as casas, os bairros e sua cidade como um todo. Esse resfriamento natural ajuda inclusive na redução da conta de energia, pois um ambiente mais fresco, requer um menor uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado.

4- Já na razão 4 temos a maravilhosa retenção de partículas. As folhas das árvores funcionam como anteparos para partículas que vagam por ai, retêm a fuligem produzida pelos motores e ainda podem ser usada para criar barreiras de proteção a poluição sonora.

5- Agora porque não falarmos nos benefícios diretos como melhoras na nossa alimentação e respiração – O plantio de árvores frutíferas pode proporcionar uma alimentação enriquecida em frutas, que são fontes essenciais de fibras e vitaminas. Imagine você as colhendo diretamente do seu quintal. Você também já deve ter reparado como áreas florestadas são bem mais agradáveis de se ficar, além da sombras proporcionadas pelas copas das árvores, pode-se desfrutar do canto dos pássaros e de uma respiração mais agradável, já que o mesmo vapor d’água resultante da transpiração das árvores também umedece nossas mucosas respiratórias facilitando a respiração.
Todas essas medidas se refletem em nossa qualidade de vida, melhoras na nossa saúde e no desenvolvimento das crianças.

Se você concorda comigo e também se preocupa com isso!
Plante árvores em frente a sua casa!
Cobre os governos para criação de mais áreas verdes!
Seja ativo em causas ambientais!
Mude!

Crédito das fotos: Eduardo Hanazaki e Carlos Olimpio.

sábado, 11 de abril de 2009

Encontro Marcado

Este texto marca um momento de mudança e re-estruturação deste blog tanto na forma de divulgação de noticias quanto nos veículos desta comunicação. Este texto foi publicado na sessão Ciência nos Recifes, do Jornal Coral Vivo notícias em sua oitava edição.
Para quem não consegue ler letras tão pequenas abaixo vai uma transcrição mais completa do texto.


Os recifes de coral, mais do que pedras, mais do que colônias de invertebrados, eles são um verdadeiro ponto de encontro para diversos seres vivos marinhos. Toda esta riqueza de organismos, aliando a uma relativa estabilidade de condições físico-químicas, faz destes ambientes o palco de uma série de fenômenos interessantes. Estudos realizados em recifes do Atlântico ocidental mostram a ocorrência de centenas de espécies de peixes. Algumas destas espécies apresentam uma estrita relação com os recifes de coral, alguns defendem áreas de alimentação, reprodução e abrigo, outros apresentam comportamentos de limpeza, comendo ectoparasitas de outros peixes e com isso criando até uma relação de benefício mutuo. Mas talvez o fato mais interessante que ocorra com peixes recifais seja o fenômeno das agregações reprodutivas. Nos peixes da família dos Serranídeos (garoupas e badejos) este fenômeno é relativamente bem descrito. O que acontece é o encontro de centenas e algumas vezes até milhares de indivíduos reprodutivamente ativos procurando parceiros durante um curto período de tempo, para a reprodução. No Brasil, por exemplo de dezembro a fevereiro, durante a lua cheia, dezenas de meros (Epinephelus itajara) se agreguam para reprodução. Talvez não fossem apenas dezenas a algum tempo atrás. Devido a sua alta previsibilidade estas agregações são facilmente localizadas, tornando-se mais vulneráveis a exploração pesqueira. Conclusão: Esta espécie está criticamente ameaçada de extinção. Mais do que o prejuizo de uma espécie é o comprometimento de todo um cenário evolutivo de milhões anos agora ameaçado por um egoísmo que embora seja de todos é praticado apenas por alguns.


Iniciando esta nova fase gostaria também de divulgar o Projeto Coral Vivo que em parceria com o Museu Nacional no Rio de Janeiro (UFRJ) atua principalmente na pesquisa e conservação de recifes de coral no Brasil. O projeto cada vez mais tem se tornado um órgão respeitado e de grande atuação no contexto ambiental do Brasil.
Além do trabalho de conservação, pesquisa e educação ambiental ele dispõe de um programa de estágio ideal para quem tem interesse nesta área, maiores detalhes no site http://www.coralvivo.org.br/
Neste site você ainda pode encontrar as edições anteriores do Jornal Coral Vivo Noticias, apostilas de educação ambiental e formação de multiplicadores, além de um excelente material em vídeo sobre o tema.

domingo, 19 de outubro de 2008

O melhor negócio do mundo!

Há algum tempo atrás escrevi aqui neste blog sobre o segundo melhor negócio do mundo, que na minha opinião era grilar terras e vender madeira na Amazônia. Naquela época esperava inspiração para escrever sobre o melhor negócio do mundo que teria algo a ver com o comércio do petróleo. Hoje conversando com amigos do setor financeiro, percebi como fui ingênuo em dar tanta trela aos personagens da trama e não ao roteiro por trás dela. O melhor negócio do mundo com certeza é a economia financeira e o setor bancário.
Isto porque este setor não trabalha na geração de renda através de uma economia real, aquela palpável, que envolve o cotidiano de pessoas comuns. O setor financeiro cria dinheiro através da especulação e da venda do próprio dinheiro, aumentando exponencialmente o lucro dessa forma. Embora o termo seja batido, tudo funciona como um grande cassino, mediado por interesses pessoais e portanto regrado pelo dilema do prisioneiro (prometo um post sobre este fenômeno em breve).
Seguindo as regras do jogo, não existe problema algum em agir dessa forma, é até esperado que façamos isso, cada um investe ou gasta “seu dinheiro” da forma que bem entende, essa é a essência do liberalismo, que não por coincidência também é a essência do nosso individualismo genético. Na natureza as coisas também ocorrem de forma semelhante, cada indivíduo gasta sua energia no que acredita ser mais favorável a sua sobrevivência e reprodução e o processo é mediado por seleção natural.
Durante esta crise financeira, com certeza Adam Smith tem se revirado no caixão, seus conceitos de mão invisível e da livre escolha dos indivíduos (sejam eles pessoas físicas ou jurídicas) sem intereferência estatal, foram por água a baixo. Os governos em socorro aos investidores inescrupulosos, resolveram pagar a conta dos loucos e ficar com prêmio dos trouxas. Dessa forma eles impediram que a seleção natural atuasse no controle de bons investidores, reduzindo os níveis de especulação a números palpáveis e próximos dos números reais da economia.
É como se Deus resolvesse dar uma forcinha para alguma espécie capenga, em risco de extinção, por exemplo.
Claro que não é a primeira vez que isso acontece, já tivemos várias crises como esta, mas a insistência em conduzir o problema desta forma só faz aumentar as chances de novas ocorrências e novas bolhas.
Quando os governos resolveram pagar a dívida dos bancos que estavam quebrados, eles mais uma vez condenaram a economia a este interminável ciclo vicioso.
Mas afinal o que isto tem a ver com conservação da natureza você deve estar se perguntando.
E eu direi, TUDO, pois são as relações econômicas que ditam as regras de funcionamento da sociedade, a exploração e comércio de recursos naturais, e não o contrário como sempre imaginei.
Sem uma economia equilibrada fica muito mais difícil investir em idéias novas, como as de sustentabilidade. Os investimentos se canalizam principalmente para áreas tradicionalmente rentáveis como Petróleo, Armas e Alimentos.
É isso... tem até quem diga que tudo é coordenado para sempre ser assim, para manter o “statu quo” de alguns bons investidores, que sempre mandaram na economia. Mas como eu e provavelmente você, não fazemos parte deste time, só nos resta especular sobre o futuro.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Um por todos...e todos por um!

O intenso sobe e desce da economia afeta diretamente a conservação da natureza. Embora não percebamos nossas vidas e principalmente o nosso futuro está atrelado ao interesse de poucas pessoas bem relacionadas, que através de relações comerciais e principalmente políticas definem o presente dos recursos naturais. Um ótimo exemplo é o fato do maior produtor individual de soja do mundo - “Blairo Maggi” - coincidentemente ser o governador do estado do Mato Grosso, e responsável pela fronteira agrícola que mais avança sobre a Amazônia. Um exemplo mais recente é a aprovação no senado da MP 442/08, que triplicará a devastação da Amazônia em curto prazo, com ganhos nem um pouco distribuídos -O segundo melhor negócio do mundo.
O crescimento econômico deveria ser atrelado a um planejamento estratégico, isto é aproveitar o momento favorável da economia brasileira e mundial para desenvolver políticas sérias de controle produtivo e ambiental.
Um exemplo para região Amazônica seria a extração madeireira seletiva, o uso de sistemas agro-florestais e o desenvolvimento de um turismo inteligente. Com nossas imensas quantias de florestas, teríamos madeira boa e cara por gerações a fim, além de podermos colocar zonas agrícolas no meio a mata, reduzindo pragas, distribuindo renda e nos alimentando melhor. Isto significaria gastar nosso dinheiro de forma correta, aumentando a produção interna em áreas já utilizadas e investir em proteção de áreas ainda selvagens.
Mas o lógico dá lugar ao insólito e rentável meio de produção fordista, onde indivíduos, coisas e idéias têm os mesmos valores. Onde todos pagam pelas decisões de UM.

sábado, 5 de abril de 2008

Nós os gambás..

Venho através desta criticar de forma verdadeira, sincera e honesta a maneira com que vocês nossos primos primatas conduzem suas vidas pessoais e profissionais. Escrevo este ensaio também na tentativa de entender um pouco mais as incoerências associadas a este estranho modo de vida, e o porque vocês fazem tanta questão de ignorar as outras manifestações animais.

Meus queridos placentários, nós como os outros seres vivos, apesar de muito diferentes de vocês primatas modernos também pensamos e lutamos pelos nossos direitos. Só não temos a quantidade de tempo ocioso que vocês tem.


Não passamos horas, dias e anos em frente a caixas luminosas, comendo mais do que precisamos, não criamos leis que somos incapazes de cumprir, nem pregamos o desenvolvimento sustentável, porque realmente também não acreditamos nele. Vocês chegam ao absurdo de criar pastagens para não precisarem mais caçar e mesmo assim ainda matam meus filhos para consumir uma misera porção de carne.

Alguns de vocês, a minoria, se diz mais inteligentes que os companheiros e pra provar isso pregam pedaços de papel ou couro de outros animais na parede e se auto-intitulam cientistas!
Esta sem dúvida está entre a guilda de seres humanos mais interessantes de se analisar, são dentre todas as criaturas as que mais leram livros e estudaram outras criaturas e ainda assim continuam a cometer os mesmo erros de incoerência dos menos letrados.

“Pesquisam” a biodiversidade mas ainda não se deram conta que fazem parte dela, geram listas e mais listas, nos dão uma série de nomes complicados que a maioria nem sabe pronunciar, produzem gráficos e números absurdos que só fazem sentido para si próprios.

Colecionam artigos científicos, como as crianças de sua espécie fazem com bonecas e figurinhas coloridas, balançam a cabeça e fazem caras de indignados em sinal de discordância quando recebem uma notícia triste e por isso se julgam especiais, diferentes, capazes de sentir e pensar mais.

Um de vocês (Wilson, 2002) uma vez me disse que o serviço prestado pelos ecossistemas é estimado em 33 trilhões de dólares por ano, bom, ou nós marsupiais não fazemos parte deste ecossistema ou vocês não sabem fazer conta.

Como um bom portador de sobrancelhas eu ainda posso me considerar com sorte em comparação aos outros animais da floresta que as vezes nem são vistos como tal, mas mesmo assim sou desprezado pela minha aparência triste e por minha fama fétida. Dessa forma só me resta aceitar o mesmo destino dos outros 99,9% da diversidade do planeta, às quais vocês ainda não descobriram uma utilidade imediata.

Triste pelo meu fim, mas feliz por já saber quem vem será o próximo.

Gambá.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O segundo melhor negócio do mundo

Quer fazer um bom investimento? Quer agir em prol da economia brasileira e ainda conseguir seu primeiro milhão com isso. Segue agora algumas dicas.
Primeiro você contrata grileiros para se apropriarem de terras públicas na Amazônia, depois consegue um registro ilegal da terra em alguma cidadezinha da região. Em seguida pede-se um financiamento rural púbico, para compra de tratores, correntes, sementes de soja ou as cabeças de gado. Agora vem uma decisão pessoal, que vai fazer de você apenas um cara rico ou milionário. Se você tem pressa e quer dinheiro rápido derrube a mata do jeito mais primitivo que conseguir imaginar, venda a madeira nobre pros carvoeiros ou simplesmente troque tudo pelo serviço de pasto limpo. Agora se você pode esperar um pouquinho mais, arrende a terra para uma madeireira eles pagam melhor que os carvoeiros e ainda garantem que essa madeira tupiniquim vai servir de armário em algum lugar da Europa. Depois da terra limpa você pode criar gado como se criava na idade média ou ainda plantar soja para ser vendida para China como ração de galinhas. Neste exato momento você já deve estar rico com todo o commodities que vendeu, ai o governo pressionado pelos ambientalistas e pelas entidades internacionais de proteção do clima, resolve que você deve ser punido por devastar terras públicas da Amazônia. É normal que você se descontrole agora e pense por alguns instantes que tudo está perdido, que o valor da multa será enorme e que será cobrado pelos financiamentos públicos que recebeu. Mas ai você lembra dos amigos da famosa bancada ruralista, dá dois telefonemas, um para o pessoal da “direita” e outro para o pessoal da “esquerda” os dois lados se articulam, fazem uma “coalizão partidária” e pronto. Anistia total da dívida e ainda pode “reflorestar” as áreas degradas com Eucalipto e dendê, que vão lhe gerar algum lucro no futuro. Simples assim.

Enquanto os produtores rurais que andaram dentro da lei, só desmataram o permitido dentro de terras particulares, ganha o premio dos tolos. Além é claro de nossa credibilidade internacional ir pro bueiro, tornando investimentos sociais e ambientais cada vez mais difíceis de se conseguir lá fora aumentando ainda mais as desigualdades sociais.
Ah.. digo que é segundo melhor negócio do mundo porque o primeiro é investir em petróleo, mas isso é outra história....

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Bonsai moderno



Vender não, ConCeder sim!
Esta é a nova estratégia "conservacionista" adotada por alguns países, para evitar a perda de seus recursos naturais e de quebra ainda receber incentivos fiscais de nações mais desenvolvidas. A proposta se refere a 50 milhões de acres (equivalente ao estado do Paraná) de floresta Amazônica a serem concedidos ao governo britânico em troca de recursos financeiros e de um compromisso conservacionista com a floresta, a coroa inglesa ainda não se manifestou a respeito.
A questão deve ser bem discutida pois contrapõe questões de soberania nacional com a quantidade de floresta perdida todos os anos devido a problemas administrativos dos países onde a amazônia esta inserida (somente países subdesenvolvidos).
O Brasil adota práticas menos alarmantes mais ainda sim comerciais na administração de seus recursos naturais, onde através das FLONAS (florestas nacionais) é dada concessão a inicitiva privada para exploração sustentável dos recursos naturais. Mas este modelo de unidade de conservação ainda não funciona bem visto que é mais fácil e rentável explorar madeira ilegalmente no país.
O combustível mental no caso é como administrar recursos naturais de tamanha grandeza?
fica ai este texto de inauguração do blog para ser discutido.