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domingo, 23 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO AMBIENTAL INFANTIL

Durante as próximas semanas veremos aqui artigos que foram escritos e editados em uma parceira que tem tudo para dar muito certo. Alunos do curso de gestão ambiental da Universidade Paulista - UNIP exercitando o uso da mídia verde, expondo suas idéias e conscientizando o mundo.Não é novidade que hoje o mundo se encontra diante de um caos ambiental. E apontar o ser humano como um dos principais causadores desse atual quadro não é nenhuma revelação homérica. Mas como agir na tentativa de reverter tal situação? Atuar na educação, setor que é base do desenvolvimento da humanidade, pode ser uma alternativa. Partindo desse ideal torna-se pertinente a utilização da Educação Ambiental como uma ferramenta.
A Educação Infantil é base da formação dos futuros cidadãos, assim, ao mostrar às crianças a importância do meio ambiente e como este depende de nossas ações, adultos melhores para o planeta poderiam ser formados. Nessa faixa etária, a curiosidade e a vontade de ensinar o que foi aprendido é algo natural. Dessa maneira, estimuladas corretamente, essas crianças podem ser responsáveis por uma grande mudança e difusão dos conhecimentos e percepção ambientais.
Várias ações podem ser realizadas com esses objetivos em mente. Uma atividade interessante que pode ser feita em sala de aula (com crianças a partir de 5 anos) diz respeito ao desperdício de água. Escolha dois alunos para escovar os dentes utilizando torneiras da escola. Em baixo de cada torneira coloque um balde vazio. As crianças devem escovar os dentes por 2 minutos, porém uma escovará com a torneira aberta e outra utilizará uma caneca com água. Após o fim da escovação, os alunos da sala podem auxiliar a contar o número de canecas de água que cada um utilizará. Ao fim desta experiência eles serão capazes de notar a quantidade de água que é desperdiçada quando abrimos a torneira sem necessidade. Completa-se a aula com discussões sobre qual a origem e o destino da água desperdiçada. Dessa forma, eles poderão criar hipóteses e tentarão responde-las. Um aspecto interessante é que mesmo passado alguns meses eles ainda são capazes de lembrar como uma caneca pode fazer a diferença.
Essa é uma pequena amostra do que pode ser trabalhado com as crianças. E fica para nós – educadores, pais, ou futuros pais o desafio de orientá-las para que seu crescimento intelectual forme no futuro um adulto que seja consciente sobre o meio ambiente. Pois uma coisa é certa, o resultado é extremamente gratificante!
Texto: Patricia Zazeri Leite
Edição: Renato Romero

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Um manifesto ao Verde

O movimento ambientalista tem ganhado força no mundo todo e cada vez mais se reconhece à importância das grandes áreas verdes. Em tempos de aquecimento global “Essas áreas” são cada vez mais disputadas pelas pessoas, lotando os parques municipais e represas públicas. Este movimento reflete-se ainda na economia, onde se observa uma grande valorização comercial destas áreas naturais, como por exemplo a floresta da Tijuca e o parque do Ibirapuera. A importância vai além do dia a dia, quando se analisam os destinos turísticos mais procurados, em geral áreas naturais livres da poluição e do transito são as favoritas. Milhões são movimentados todos os dias para se incrementar a nossa reaproximação com o verde.
Articulando todas essas perspectivas reuni um grupo de 5 de razões para o porque devemos plantar mais Árvores, e você acompanha agora pelo texto abaixo.

1- A primeira delas trata-se da fixação de gás carbônico – esse gás é um dos grandes vilões responsáveis pelo efeito estufa e conseqüente causador do aquecimento global. Ele sempre esteve presente na nossa atmosfera, mas seu volume tem aumentado significativamente com a queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e o óleo diesel. Graças ao processo de fotossíntese as plantas tem a habilidade de converter esse gás em matéria vegetal, o retirando de circulação.

2- A segunda razão remete a absorção da água das chuvas - A presença de áreas verdes e principalmente de árvores proporcionam uma maior retenção da água das chuvas, reduzindo a freqüência e intensidade de enchentes tão comuns em muitas áreas urbanizadas.

3- A razão número 3 fica por conta do resfriamento da terra. Mas não da Terra planeta, a terra firme, essa que nós pisamos todos os dias - Da mesma forma que nós as plantas também transpiram e liberam vapor d’água neste processo. Áreas verdes funcionam como os radiadores, resfriando as casas, os bairros e sua cidade como um todo. Esse resfriamento natural ajuda inclusive na redução da conta de energia, pois um ambiente mais fresco, requer um menor uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado.

4- Já na razão 4 temos a maravilhosa retenção de partículas. As folhas das árvores funcionam como anteparos para partículas que vagam por ai, retêm a fuligem produzida pelos motores e ainda podem ser usada para criar barreiras de proteção a poluição sonora.

5- Agora porque não falarmos nos benefícios diretos como melhoras na nossa alimentação e respiração – O plantio de árvores frutíferas pode proporcionar uma alimentação enriquecida em frutas, que são fontes essenciais de fibras e vitaminas. Imagine você as colhendo diretamente do seu quintal. Você também já deve ter reparado como áreas florestadas são bem mais agradáveis de se ficar, além da sombras proporcionadas pelas copas das árvores, pode-se desfrutar do canto dos pássaros e de uma respiração mais agradável, já que o mesmo vapor d’água resultante da transpiração das árvores também umedece nossas mucosas respiratórias facilitando a respiração.
Todas essas medidas se refletem em nossa qualidade de vida, melhoras na nossa saúde e no desenvolvimento das crianças.

Se você concorda comigo e também se preocupa com isso!
Plante árvores em frente a sua casa!
Cobre os governos para criação de mais áreas verdes!
Seja ativo em causas ambientais!
Mude!

Crédito das fotos: Eduardo Hanazaki e Carlos Olimpio.

sábado, 11 de abril de 2009

Encontro Marcado

Este texto marca um momento de mudança e re-estruturação deste blog tanto na forma de divulgação de noticias quanto nos veículos desta comunicação. Este texto foi publicado na sessão Ciência nos Recifes, do Jornal Coral Vivo notícias em sua oitava edição.
Para quem não consegue ler letras tão pequenas abaixo vai uma transcrição mais completa do texto.


Os recifes de coral, mais do que pedras, mais do que colônias de invertebrados, eles são um verdadeiro ponto de encontro para diversos seres vivos marinhos. Toda esta riqueza de organismos, aliando a uma relativa estabilidade de condições físico-químicas, faz destes ambientes o palco de uma série de fenômenos interessantes. Estudos realizados em recifes do Atlântico ocidental mostram a ocorrência de centenas de espécies de peixes. Algumas destas espécies apresentam uma estrita relação com os recifes de coral, alguns defendem áreas de alimentação, reprodução e abrigo, outros apresentam comportamentos de limpeza, comendo ectoparasitas de outros peixes e com isso criando até uma relação de benefício mutuo. Mas talvez o fato mais interessante que ocorra com peixes recifais seja o fenômeno das agregações reprodutivas. Nos peixes da família dos Serranídeos (garoupas e badejos) este fenômeno é relativamente bem descrito. O que acontece é o encontro de centenas e algumas vezes até milhares de indivíduos reprodutivamente ativos procurando parceiros durante um curto período de tempo, para a reprodução. No Brasil, por exemplo de dezembro a fevereiro, durante a lua cheia, dezenas de meros (Epinephelus itajara) se agreguam para reprodução. Talvez não fossem apenas dezenas a algum tempo atrás. Devido a sua alta previsibilidade estas agregações são facilmente localizadas, tornando-se mais vulneráveis a exploração pesqueira. Conclusão: Esta espécie está criticamente ameaçada de extinção. Mais do que o prejuizo de uma espécie é o comprometimento de todo um cenário evolutivo de milhões anos agora ameaçado por um egoísmo que embora seja de todos é praticado apenas por alguns.


Iniciando esta nova fase gostaria também de divulgar o Projeto Coral Vivo que em parceria com o Museu Nacional no Rio de Janeiro (UFRJ) atua principalmente na pesquisa e conservação de recifes de coral no Brasil. O projeto cada vez mais tem se tornado um órgão respeitado e de grande atuação no contexto ambiental do Brasil.
Além do trabalho de conservação, pesquisa e educação ambiental ele dispõe de um programa de estágio ideal para quem tem interesse nesta área, maiores detalhes no site http://www.coralvivo.org.br/
Neste site você ainda pode encontrar as edições anteriores do Jornal Coral Vivo Noticias, apostilas de educação ambiental e formação de multiplicadores, além de um excelente material em vídeo sobre o tema.