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domingo, 19 de outubro de 2008

O melhor negócio do mundo!

Há algum tempo atrás escrevi aqui neste blog sobre o segundo melhor negócio do mundo, que na minha opinião era grilar terras e vender madeira na Amazônia. Naquela época esperava inspiração para escrever sobre o melhor negócio do mundo que teria algo a ver com o comércio do petróleo. Hoje conversando com amigos do setor financeiro, percebi como fui ingênuo em dar tanta trela aos personagens da trama e não ao roteiro por trás dela. O melhor negócio do mundo com certeza é a economia financeira e o setor bancário.
Isto porque este setor não trabalha na geração de renda através de uma economia real, aquela palpável, que envolve o cotidiano de pessoas comuns. O setor financeiro cria dinheiro através da especulação e da venda do próprio dinheiro, aumentando exponencialmente o lucro dessa forma. Embora o termo seja batido, tudo funciona como um grande cassino, mediado por interesses pessoais e portanto regrado pelo dilema do prisioneiro (prometo um post sobre este fenômeno em breve).
Seguindo as regras do jogo, não existe problema algum em agir dessa forma, é até esperado que façamos isso, cada um investe ou gasta “seu dinheiro” da forma que bem entende, essa é a essência do liberalismo, que não por coincidência também é a essência do nosso individualismo genético. Na natureza as coisas também ocorrem de forma semelhante, cada indivíduo gasta sua energia no que acredita ser mais favorável a sua sobrevivência e reprodução e o processo é mediado por seleção natural.
Durante esta crise financeira, com certeza Adam Smith tem se revirado no caixão, seus conceitos de mão invisível e da livre escolha dos indivíduos (sejam eles pessoas físicas ou jurídicas) sem intereferência estatal, foram por água a baixo. Os governos em socorro aos investidores inescrupulosos, resolveram pagar a conta dos loucos e ficar com prêmio dos trouxas. Dessa forma eles impediram que a seleção natural atuasse no controle de bons investidores, reduzindo os níveis de especulação a números palpáveis e próximos dos números reais da economia.
É como se Deus resolvesse dar uma forcinha para alguma espécie capenga, em risco de extinção, por exemplo.
Claro que não é a primeira vez que isso acontece, já tivemos várias crises como esta, mas a insistência em conduzir o problema desta forma só faz aumentar as chances de novas ocorrências e novas bolhas.
Quando os governos resolveram pagar a dívida dos bancos que estavam quebrados, eles mais uma vez condenaram a economia a este interminável ciclo vicioso.
Mas afinal o que isto tem a ver com conservação da natureza você deve estar se perguntando.
E eu direi, TUDO, pois são as relações econômicas que ditam as regras de funcionamento da sociedade, a exploração e comércio de recursos naturais, e não o contrário como sempre imaginei.
Sem uma economia equilibrada fica muito mais difícil investir em idéias novas, como as de sustentabilidade. Os investimentos se canalizam principalmente para áreas tradicionalmente rentáveis como Petróleo, Armas e Alimentos.
É isso... tem até quem diga que tudo é coordenado para sempre ser assim, para manter o “statu quo” de alguns bons investidores, que sempre mandaram na economia. Mas como eu e provavelmente você, não fazemos parte deste time, só nos resta especular sobre o futuro.

domingo, 30 de março de 2008

Pegada ecológica


ou ecological footprint, uma ferramenta bastante interessante, que objetiva calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida.

Desenvolvida por William Rees em 1992, e apesar de já ser bem conhecida, vem se transformando e aumentado cada vez mais sua acurácia.
Agrega vários componentes, como alimentação, demografia, destino do lixo e respectivas áreas necessárias para produção e descarte deste material.
Acredito que pode ser uma ferramenta para adequar estilos de vida diferente sem ferir princípios claros de liberdade. No final do quiz, você pode ver onde cada uma de suas ações poderia ser ambientalmente melhor, reduzindo dessa forma seu próprio impacto.

Vale a pena pensar mais um pouco.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Dia do Consumidor

Todo dia é dia… não bastasse o natal, a páscoa, o dia dos namorados, desde 1962 todo dia 15 de abril é considerado dia do consumidor, como a publicidade sempre vai além, recentemente foi criada a semana do consumidor. Mas enfim, como fazemos isso o dia todo desde que nascemos resolvi procurar no dicionário o significado da palavra. Consumir: 1. Corroer até a destruição; destruir. 2. Enfraquecer, abater. 3. Desgostar, modificar. Estas citações nos remetem a pensar em duas coisas: ou Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, era um louco ou exite muito mais por traz deste ato aparentemente inofensivo de consumir e lei-se daqui em diante comprar.

Olhando bem para cara dele, ele não parece muito a figura típica de um louco, e dada toda sua história de vida, acho que podemos dar-lhe um voto de confiança e tentar entender o que ele quis dizer.
Segundo dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Os países industrializados, em 1999, eram responsáveis por 86% do consumo mundial. Enquanto isso a população mais pobre do planeta consome apenas 1%. Como vivemos na parte "boa" do planeta, deixamos de ter a real noção de quanto consumimos. Conseqüentemente não percebemos o impacto que geramos com isso.



Mas se pararmos para pensar e partirmos do pressuposto óbvio de que os recursos são limitados, veremos que estamos realmente comendo tudo a nossa volta e que muitos outros organismos (inclusive da nossa própria espécie) estão pagando a conta.
Quando consumimos uma salada de palmito por exemplo sem nos preocupar com sua origem, estamos assumindo o risco de contribuir com a extinção de muitas espécies da Mata Atlântica. Isso pra citar apenas um exemplo, podemos falar de petróleo, anel de brilhantes e qualquer outra coisa comprável.
No mundo comercial somente se fala em direito dos consumidores. E quanto aos deveres dos mesmos? Por exemplo, qual será o destino da bateria do meu celular velho depois que eu troco ele por um novinho, ou mesmo com os restos de comida que eu deixo no prato.
Proponho uma atitude racional. Uma atitude de consumo consciente.


Pense antes de consumir, reflita se você necessita mesmo do item que está adquirindo, a custa de que e como ele chegou até suas mãos, e o que seu ato de consumo causará.
Aumente os “Rs” em sua vida. Re-aproveite, Re-crie, Re-transmita.
Você há de concordar comigo que podemos fazer um pouco mais por todos nós...